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sexta-feira, 1 de abril de 2011

“ O que é Religião” ?





A religião é um dos assuntos mais polêmicos. Para podermos entender iremos dividi-la em vários aspectos.


“Definição”



A religião é uma das atividades mais universais conhecidas pela humanidade, sendo praticada por todas as culturas desde o início dos tempos. Por exemplo, as africanas, onde teve como seu fundador Kam, um dos filhos de Noé.

Contudo, não há uma definição de religião universalmente aceita, até hoje. A religião parece ter surgido do desejo de encontrar um significado e propósito definitivos para a vida, geralmente centrado na crença e ritual à um ser (ou seres) sobrenatural. Também existe a exploração comercial, tendo como símbolo o nome de religião, que nos dias de hoje é comum. Na maioria das religiões, os devotos tentam honrar e/ou influenciar seu deus ou deuses através de preces, sacrifícios e a sacralização de animais ou comportamento correto.

Também, surge a pergunta a respeito do que pode ser incluído no que chamamos de religião. Por exemplo: Podemos chamar o marxismo – leninismo; o fanatismo e o radicalismo partidário político de religião, ou humanismo (a crença na humanidade e na razão no lugar de um ou vários deuses)? Algumas pessoas poderiam incluir tais crenças em uma definição moderna de religião como “qualquer coisa à qual oferecemos devoção absoluta”; contudo, tais crenças normalmente não incluem qualquer referência a um ser (ou seres) deus (ou deuses) sobrenatural ou máximo. Portanto, é melhor descrevê-las como ideologias e não religiões, embora possam compartilhar muitas das características da religião.




“Crenças/Rituais e práticas”



A religião é feita tanto de crenças e rituais quanto de práticas. A teologia acadêmica (especialmente no Ocidente e em relação ao cristianismo) tende a se concentrar na crença. Todavia, é importante observar que em algumas sociedades não há uma palavra correta para religião. Não se trata de um compartimento separado da vida – é um modo de compreender e viver a própria vida. Mesmo assim, é possível distinguir vários aspectos diferentes em quase todas as religiões. Uma classificação amplamente aceita identifica como cinco aspectos:

A fé é a parte interna da religião (fundamento); o que as pessoas acreditam, seus sentimentos de temor, quizilas ou ehô (africano) e reverência, prece individual, etc...

O culto/rituais é tudo que está envolvido na devoção – construções, feitura de òrìsàs (religião africana), imagens, altares, rituais, sacralização de animais (em várias religiões inclusive africana), canções sagradas (no africano, temos: Orin = cântico de apelação; Orìkí = cânticos de louvor), reuniões da comunidade e assim por diante.

A comunidade é o aspecto social da religião – os devotos em seu templo/igreja ou no ilé africano (casa de religião africana) específicos, a denominação ou seita mais ampla, monges; padres/freiras; bàbálóòrìsàs/ ìyálóòrìsàs, etc...

O credo envolve todas as crenças e idéias mantidas pela religião como um todo, incluindo escrituras e idéias sobre Deus, anjos, o céu, o inferno e a salvação, assim como, nas religiões de matriz africana os Òrìsàs (lendas escritas e somente faladas de boca/ouvidos; os cânticos = orin; orìkí e cultuar seus ancestrais).

O código envolve a suas crenças religiosas e inclui-se éticas, tabus (em africano quizilas/ehô) e idéias sobre o pecado, o que é certo e o que é errado ritualisticamente, porque, entre o fundamento e rituais têm que haver lógica, principalmente, nas religiões de matriz africana, e a santidade.




“Famílias de Religiões”



As religiões do mundo podem ser divididas em dois grupos principais: primitivas e universais.

As primitivas incluem as religiões tradicionais da África (povos sudaneses: Nações de Òyó; de Ijèsà; e de Ketu, chamados aqui no Brasil de povos Nagô (que os franceses chamavam e deram a origem da palavra “Nagô” aos povos das Nações da África-Negra - Sudaneses), bem como, a Nação e religiões das áreas vizinhas Ewes (evoes), conhecidos em nosso País como Nação Jèje. Assim como, povos Bantus: Nações de Angola; Kongo; Kabinda; Benguelas: Bangalas; Musikongos; Rebolos; Monjolos, etc...Primitivas também na Australásia, Oceania, algumas regiões da Ásia e os povos primitivos das Américas, além das religiões “pré-cristãs da Europa e religiões de outros povos antigos.

Essas religiões, embora diferentes em detalhes, possuem várias características em comum. Todas elas tendem a ser locais – são específicas para a Nação ou povo que as praticam. Exemplo a africana: seus praticantes geralmente não as consideram relevantes para outros povos, inclusive dentro do mesmo País. Dessa maneira, muitos dos mitos e histórias de uma Nação de culto religioso, no caso, africana, não serve para a outra (Nação) ou desse tipo de religião que praticam com a origem de uma Nação específica. Já no Brasil, as religiões de origem africana, devido, aos empórios de escravos, houve uma grande fusão de Nações e até mesmo, do fundamento e de rituais, dando origem à outras modalidades de religiões e idiomas (misturados) de origem africana.

As religiões primitivas remanescentes (animistas) tendem a depender em grande parte da tradição oral em vez de escrituras e são geralmente não-missionárias.



As religiões universais acreditam ter importância para todo o mundo e tentam, com maior ou menor intensidade, converter pessoas. Ai! Está a grande diferença entre as primitivas e as universais. Além disso, em sua maioria, desenvolveram escrituras que desempenham um papel central na religião.

O islamismo e o cristianismo são exemplos característicos desse tipo de religião universal. Pois, vendem a idéia de um Deus através das escrituras, principalmente, para sensibilizar e catequizar seus adeptos. Dentro do grupo universal algumas famílias principais podem ser identificadas. A família semítica inclui o judaísmo, o cristianismo e o islamismo, os quais compartilham de uma base comum histórica e geográfica.

A família indiana é composta do hinduísmo, do budismo antigo, do jainismo e da doutrina dos sikhs.

A família do Extremo Oriente inclui o confucionismo, o taoísmo e o xintoísmo.

Embora qualquer religião normalmente afirme ter sido inspirada por “Deus”, é importante lembrar que todas elas começam e se desenvolvem em situações históricas, geográficas e culturais específicas que influenciam e moldam a forma tomada pela religião.



Outra forma de classificar grupos de religiões é a distinção entre aquelas com um único deus (monoteístas) e aquelas com vários deuses (politeístas).

As religiões monoteístas incluem o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. Nesta classificação somos obrigados incluir a crença em um deus supremo é encontrada em toda a África, mas em muitas as regiões Ele é considerado tão grande e remoto que não é adorado. E de uma classificação “monoteísta passa para politeísta”, ou seja, em seu lugar, são adorados Òrìsàs poderosos, cada um com características especificas, e em seus rituais incluindo também os ancestrais, que agem como intermediários entre as pessoas e o deus supremo.

As religiões politeístas incluem o hinduísmo, como também as religiões gregas, germânicas e egípcias, as primitivas e tradicionais dos africanistas (África), as indígenas das Américas e várias religiões primitivas remanescentes.




“A Revolução Francesa”



A contribuição da Revolução Francesa, com relação do Ser Supremo na França revolucionária, em 1794. No início da Revolução Francesa havia um “sentimento anticristão” considerável. Contudo, em poucos anos a liderança revolucionária passou a acreditar que a Religião (não importa qual fosse) era necessária para a estabilidade social e introduziu um culto do “Ser Supremo”. (Exploer).




“Religião e Secularismo”



No século atual (XXI), particularmente no Ocidente, algumas pessoas têm notado sinais de declínio na religião e sua substituição pelo que chamamos de religião do secularismo (uma crença de que o mundo físico é auto-suficiente e pode ser perfeitamente compreendido pelo discernimento da ciência moderna, sem consultas a explicações sobrenaturais).

Embora seja evidente e constado estatisticamente que em algumas sociedades haja um declínio nas religiões organizadas, há poucas provas de que o mesmo ocorra em relação à religiosidade (sentimentos religiosos). Apesar de em muitos países do Ocidente um número cada vez menor de pessoas estar freqüentando regularmente aos Templos Religiosos. Mas, em sua maioria ainda afirma e diz que acredita em Deus. Será que é verdade ! Pois, tal comportamento pode indicar uma mudança nos padrões de religiosidade, e não necessariamente declínio, talvez, retornando ou buscando nas religiões de origens primitivas e baseadas na natureza o seu sentimento religioso. Um exemplo disso é o aumento de novos movimentos religiosos em sociedades ocidentais, oferecendo a cultura de religiões de origens primitivas (que está relacionada com a natureza, como exemplo: as religiões africanistas) e em outros casos as alternativas não-disponíveis no passado, sendo sim, uma nova criação religiosa com origem na mistura de várias religiões e também com vários interesses financeiros. E pregando até quanto vale (numerário, dinheiro) a sua fé em Deus. Desse modo, grupos religiosos, atraem seguidores poucos inteligentes e outros desapontados com as religiões tradicionais, embora no sentimento de muitos ainda conservem uma religiosidade básica.

É de bom alvitre dizer: Deve-se lembrar também que enquanto as religiões organizadas parece estar declinando no Ocidente, na maioria das regiões do mundo as principais religiões ainda são as universais (especialmente o cristianismo e o islamismo) estão aumentando a uma velocidade considerável. Desse modo, podemos concluir, a religião – sempre presente e em constante mutação – continua sendo um fenômeno quase universal.




“O que são Religiões Primitivas Remanescentes?”



De modo geral, as religiões primitivas que sobrevivem atualmente são as religiões de sociedades não-alfabetizadas, em algumas Nações Africanas e outras em vários Continentes, normalmente sociedades Tribais. Embora não possuem fontes escritas, isso não significa que não tenham história ou sejam, de algum modo, são remanescentes “fossilizados” de uma outra era passada, tendo como principal maneira, como sendo, de boca/ouvido e visual.

Já como as religiões universais, a maior, parte delas possui histórias bem coordenadas e fabricadas pelo próprio homem, longas e complexas.

A palavra “primitiva” é usada para transmitir a idéia de que essas religiões se originaram em uma época anterior da história humana e fundamentam todas as principais religiões do mundo e neste caso destacamos as de origem africana, tendo como seu principal fundador, Kam um dos filhos de Noé. Pois, não é correto considerar-se essas religiões como sendo simplistas, uma vez que freqüentemente contêm crenças/rituais e idéias a respeito do mundo que alcançam altos níveis de sofisticação.

Existem milhares de sociedades primitivas espalhadas por todo o mundo. Nas Américas, na Sibéria, no Ártico, na Ásia Central, Austrália, sudeste da Ásia e ilhas do Pacífico. Toda sociedade primitiva tem sua própria cultura e sua própria religião, exemplo: As Nações Africanas, tanto de origem sudaneses como bantu. Contudo, essas religiões possuem o suficiente em comum, em termos de crenças/ritos e práticas. Assim como, as outras citadas, para que seja possível agrupá-las como religiões primitivas.

Em quase todas as religiões primitivas há um conceito de um deus supremo, às vezes proeminente na vida religiosa, às vezes remoto e desinteressado dos assuntos humanos.

Crença em um deus supremo é encontrado em quase toda a África, mas em várias regiões ele é considerado tão grande e remoto que não é adorado. Em seu lugar, são as divindades os Òrìsàs/Voduns adorados, cada um com características específicas, cultuando também seus ancestrais, que agem como intermediários entre as pessoas e o deus supremo. Tanto na África como aqui no Brasil, as pessoas se aproximam das divindades africanas (Òrìsàs/Voduns) apenas em casos de sofrimento extremo (doenças, amor, bem como, a cobiça de almejar uma posição social melhor ou interesses financeiros, etc...Mas, muitos poucos por vocação em dar continuidade religiosa). Elucidando melhor, na África Ocidental, nas Américas, na Ásia e na Polinésia, acredita-se em uma profusão de divindades que não o deus supremo.

Todos os povos primitivos, e como exemplo: Africanos que praticam a religião primitiva crêem em espíritos ou almas de seus ancestrais que sobrevivem no “espaço” após a morte e são capazes de interferir de maneira benéfica ou maligna na vida dos vivos (maligna = neste caso, são os “ará orùn” = todos aqueles que acabam se suicidando ou vindo a falecer de acidentes e ficam vagando). E possui o poder de prejudicar (enviando doenças, desastres pessoais e no amor, financeiros e negócios). Exemplo: Em todo os rituais Africanos, são reverenciados os ancestrais através de rituais, preces e oferendas para não haver prejuízos aos seres humanos vivos e, os mesmos, serem benéficos aos vivos. Além de divindades Òrìsàs/Voduns e espíritos ancestrais, a maior parte dos povos primitivos acredita em vários espíritos inferiores (em rituais de origem africanas = Exus) que podem ser malévolos, caprichosos e interesseiros. Os espíritos inferiores, morando em todos os tipos de lugares possíveis, inclusive no corpo dos seres humanos. No mundo atual, são os primeiros mensageiros para pertencer e praticar a “magia negra”, sendo imprevisíveis e as pessoas são cuidadosas em não ofendê-los.


“O que é Mana”



Acredita-se que o mana seja um poder espiritual ou força de vida que permeia o universo. Originalmente uma palavra melanésia, é hoje empregada por antropólogos para definir uma força espiritual em outras religiões primitivas. O mana não é um espírito e não possui desejos ou propósitos – é impessoal e flui de uma coisa para outra, podendo ser manipulado para se alcançar determinados fins. Como exemplo: Talismãs, amuletos e remédios contêm essa força, sendo possível utilizá-la para propósitos “benéficos” ou até mesmo “malignos”.

Existe toda uma gama de especialistas religiosos – de sacerdotes em gerais; de bàbálóòrìsàs e iyálóòrìsàs; de profetas; adivinhos e reis sagrados da África a curandeiros das Américas e Xamãs da Sibéria e do Ártico. Seu papel, principal, é servir de mediador – em determinados casos em estado de transe extático em outros não. Existindo objetos preparados ritualisticamente para os fins, exemplo: búzios; runas, etc... – entre as pessoas e o mundo espiritual. No caso, um bàbálóòrìsà ou iyálóòrìsà (na Religião de Matriz Africana) tem a função de servir a uma divindade (Olórí = Òrìsà, Divindade, correspondente a cabeça da pessoa e por inteiro (Também definido como “Elemi ou Elemim”, é o dono “eu” (vida) = elé => dono; èmí => alma, espírito, vida) e outras divindades (Eléèdá = Òrìsàs, Divindades, protetores e guias espirituais e coadjuvantes ao Olórí e que vela pela pessoa) efetuando deveres rituais e cerimoniais específicos e também à outros Òrìsàs e principalmente, ao Òrìsà que corresponde adivinhação. Todos são “Elementais” fluídos da natureza, vibrações permanentes dos elementos naturais: fogo; terra; água; ar. Já, os Exus se usam de “Elementais inferiores” não possuindo inteligência e vontade etc., ficando subordinados aos Òrìsàs donos dos elementos naturais. Onde, os Exus, são apenas como uma imagem (espíritos) que as pessoas sensíveis podem captar e personificar, e se utilizando na maioria das vezes, destes, para fins maléficos, como: amores infrutíferos, vícios e drogas, frustrações dos seres humanos, etc...

No mundo atual (século XXI), a maior parte dos povos primitivos ainda existentes foi profundamente influenciada pelo contato com sociedades mais “sofisticadas” e suas respectivas religiões. Isso gerou e vem cada vez mais fazendo o surgimento de novos movimentos dentro de religiões primitivas e, em alguns casos, novas religiões (exemplo: Umbanda no Brasil), etc...

A maioria desses movimentos desenvolveu-se devido à interação com o cristianismo e outros...Na Papua Nova Guiné e em outras ilhas do Pacífico, por exemplo, elementos primitivos e cristãos combinaram-se para dar origem a uma nova sociedade.




“O que é Baha’i” ?



Resumo:



É uma religião universal moderna que tem por objetivo a unidade de todas as religiões existentes e o congraçamento espiritual de toda a humanidade tendo evoluído a partir dos ensinamentos de dois visionários persas do século XIX – Mirza Ali Muhammad (1820 – 1850), conhecido como Bab (passagem), e Mirza Husahi Ali (1817 – 1892), conhecido como Baha’ullah (Glória de Deus).

Baba’ullah anunciou em 1863 que ele era a mais recente de uma série de manifestações divinas – incluindo Jesus, Buda, Maomé e Zoroastro – enviado para redimir e purificar o mundo.

Baha’ullah foi aprisionado e exilado por inúmeras vezes, tendo estabelecido sua sede na Palestina seus ensinamentos para uma religião baseada em uma nova escritura, o “Kitab Akdas”.

Seus seguidores acreditam que ele seja uma manifestação de Deus e um curandeiro divino, que veio para aliviar sofrimentos e unir a humanidade.

Atualmente, o Baha’i possui mais de 5 milhões de membros por todo o mundo, inclusive no Brasil, sendo perseguido no Irã desde 1979.



Textos, baseado em pesquisas junto a Enciclopédia Compacta e outros....

quinta-feira, 24 de março de 2011

O prof. Marcos Tadeu Cardoso, autor de três livros, cria projeto para realização de pesquisas em países. O desejo da pesquisa é levantar materiais para que possam ser publicados mais dois livros direcionados tanto ao elemento histórico, religioso quanto do comportamento humano ou seja da Linguagem Corporal. As propostas podem ser tanto de empresas públicas ou privadas, professores universitários ou mesmo instituições.
Os interessados devem entrar em contato com o professor pelo seu e-mail ou mesmo telefone.
0xx5538 3223-5534
0xx5538 9804-6580

marcostcj@yahoo.com.br (e-mail)
mar.cj@hotmail.com (msn)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

CIÊNCIA E RELIGIÃO: E, ENTÃO, O MAR SE ABRIU
Cientistas americanos dizem que o “milagre” de Moisés ao abrir as águas é compatível com a física

Em uma das passagens mais dramáticas da Bíblia, “um forte vento leste’’ soprando sobre o mar teria aberto as águas para Moisés e os judeus que fugiam do Egito.

Agora, dois cientistas dos Estados Unidos – Carl Drews, do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas dos EUA, e Weiqing Han, da Universidade do Colorado em Boulder – dizem que o “milagre’’ é compatível com as leis da física. Detalhe: para que tenha sido possível, conforme os pesquisadores, a abertura das águas deve ter ocorrido no Rio Nilo, e não no Mar Vermelho.

Em artigo recente na revista científica PLoS One’, eles estimam que um vento de velocidade próxima de 100 km/h, soprando sobre a desembocadura do Nilo por 12 horas, teria sido suficiente para “empilhar” as águas e abrir uma passagem com alguns quilômetros de largura. Drews e Han chegaram a essa conclusão com simulações, em computador, do comportamento do líquido, e levando em conta como seria a topografia do Egito por volta de 1250 aC). Essa é a época mais aceita para a suposta fuga dos escravos judeus, liderados por Moisés.

Confusão no termo hebraico original

A maioria dos estudiosos do texto bíblico considera que a melhor tradução para o termo original hebraico, “Yam Suph’’, não é “Mar Vermelho’’, mas sim “Mar de Caniços’’. A expressão seria uma referência, portanto, não ao mar entre a África e a Arábia, mas a uma área pantanosa (daí os caniços, plantas aquáticas) onde o Nilo encontra o Mar Mediterrâneo.

As simulações de como era o delta do Nilo nessa época, levando em conta as rochas e sedimentos da região, indicam a presença de um grande braço do rio que se conectava com uma lagoa salobra, o chamado Lago de Tânis. O vento leste descrito no Êxodo, portanto, teria feito recuar as águas rasas (com cerca de dois metros de profundidade) do braço do Nilo e do lago, o que, em tese, teria permitido a passagem de Moisés e seu povo para longe dos guerreiros do faraó.

Além das simulações e dos dados geológicos, os cientistas citam a ocorrência de fenômenos parecidos em épocas recentes. O vento conseguiu façanha parecida em 2006 e 2008 no Lago Erie, nos EUA. No fim do século 19, britânicos viram algo do tipo acontecer no próprio Nilo. Como tudo que cerca o lado histórico dos textos bíblicos, a pesquisa já nasce polêmica. Drews, por exemplo, fez algo pouco comum em outros artigos científicos: declarou, logo no início do estudo, que poderia ter conflitos de interesse sobre o tema, já que é cristão e tem um site no qual defende a compatibilidade entre ciência e fé. [Fonte: DC]

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Enquanto fiel anda a pé, pastor vai de carrão ou avião!!

Marcos Tadeu Cardoso de Jesus
Historiador e Escritor
Autor dos livros “ A Verdadeira Face dos Lideres Religiosos”
e “A Linguagem Corporal em Relacionamentos”

É lamentável que, após tanto derramamento de sangue, muitas conquistas, palavras, textos e exemplos a igreja dita “protestante” cometa os mesmos erros, que outrora “foram cometidos” pela igreja Católica medieval.
Quando rememoro que nosso exemplo irrevogável Martinho Lutero, e outros tantos exemplos de fé e devoção cristã, não sejam lembrados e até mesmo seguidos, já que os mesmos se lançaram a uma vida cristã sem “penitências financeiras”, sem indulgências, “bilhetes” de perdão, e tantos outros meios de se ganhar dinheiro.
É bem verdade que uma preocupação exacerbada com o dinheiro tem distanciado não somente alguns líderes, mas sobretudo vários fiéis das igrejas evangélicas. Uma parcela considerável de pastores não tinham emprego ou não tiveram sucesso na sua vida secular, seja como funcionários ou mesmo empresários, se lançarem muitas vezes alegando um “pseudoministério”, eis uma pergunta, que não quer se calar em minha mente: será se Deus procuraria um fracassado para assumir uma igreja? Um rebanho?
Tantos exemplos que temos na bíblia, como o de Davi, Abrão, Moisés, homens que tinham ocupação e que “relativamente” foram bem sucedidos em seus empreendimentos.
No entanto, quando se olha a atualidade, percebe-se que vários desses líderes buscam uma vida cada vez mais luxuosa, provida de riqueza, bens materiais, viagens, férias, jatos particulares, etc. É tanto luxo que o jornal não comportaria a exploração e “parasitagem” de muitos líderes que se dizem cristãos.
Paralelamente às condições precárias de muitas igrejas pequenas e até mesmo fiéis que freqüentam igrejas suntuosas, que não tem como pagarem consultas, comprarem alimentos, desempregados e vivendo uma vida financeiramente desprovida de recursos essências a uma pessoa humana, ainda assim muitos desses líderes alegam que elas devem dar o dízimo e ofertas!
Tudo bem, que elas devam ser “fiéis” a sua fé e que isso implicaria em dar dízimos, ofertas, sacrifícios que “algumas” vezes alimentam o luxo de poucos, contudo o que não compreendo é o porque, as igrejas não ajudam essas pessoas, ao passo em que muitas delas preferem manter o luxo de seus líderes e de sua elite, que só “come e dorme”!
Parasitas, exploradores, líderes que não se preocupam em ser pastores, antes buscam cada vez mais manter um luxo às custas dos fiéis que se sacrificam andando em caminhos que nem sempre vão de encontro à “gratia”, mas de encontro aos desejos de seus líderes. Assim muitos pastores vivem da fé, crenças e do esforço de seus fiéis!
Sola gratia!
Música “cristã” é usada para manipular fiéis

Marcos Tadeu Cardoso de Jesus
Historiador e Escritor
Autor dos livros “ A Verdadeira Face dos Lideres Religiosos”
e “A Linguagem Corporal em Relacionamentos”

Atualmente vivemos em meio a aparelhos de som, rádios, Mp3, enfim, diversas mídias. Recursos tecnológicos utilizados para ouvir músicas, sejam elas cristãs ou não. Contudo diante de um mercado tão vasto e ao mesmo tempo tão atrativo - já que a maioria dos cristãos compram cd’s originais - diversas “pseudo” conversões tem atraído músicos seculares que se convertem “da noite para o dia”, levando os crentes a dançarem, pularem, chorarem, entrando em êxtase, ao ouvirem músicas realmente “cristãs”. Mas isso tudo nos remete a uma questão: É possível manipular pessoas por meio da música?
É provável que tenha surgido em tradições antigas como as da Mesopotâmia, Egito e China esse tipo de manipulação. No Egito ela surge com uma função ritualística, religiosa e até mesmo empregada em guerras. No início do cristianismo o canto era uníssono, não era acompanhado por instrumentos musicais. Havia poucas variações melódicas, e em determinados momentos um solista entoava os salmos e a congregação apenas contribuíam com a voz. Possuía então um caráter de invocação, ou adoração.
A mudança no estilo musical cristão levou a um aumento de adeptos religiosos em estado de transe dentro dos templos religiosos, predominantemente nas denominações neopentecostais e movimentos carismáticos. O aumento do número de melodias transmitidas nessas músicas, provocou grandemente as emoções dos ouvintes, levando-os a agir irracionalmente, o que corresponde a certas manifestações do transe. Isso revela que a melodia certa é capaz de fazer o auditório chorar, ela é responsável pela mobilização emocional do ouvinte, induzindo tanto uma pessoa quanto um auditório.
As músicas que exageram em melodias de cunho apelativo, levam o ouvinte a agir pelo impulso, com ações puramente emotivas, quer seja ele participante do grupo ou não. Muitos lideres usam essas músicas para manipularem os fiéis em suas igrejas. Tecnicamente a intensificação rítmica também pode levar o indivíduo ao transe; o excesso de ritmo conduz o ouvinte à estagnação momentânea do pensamento, deixando-o vulnerável emocionalmente. Geralmente o que leva ao transe são melodias longas, repetições, ênfases melódicas. Nesses casos a sensibilização torna-se a prioridade, já que emocionar e manipular o fiel, para muitos lideres, tornou-se mais importante que direcionar louvores a Deus.

domingo, 4 de abril de 2010

Professor Marcos Tadeu C. desenvolve projetos para o Governo Federal (Ministério da Cultura)

Entre seus vários projetos o escritor e professor Marcos Tadeu Cardoso, criou projetos que estam em processo de aprovação pelo Governo Federal em Parceria com o Ministério da Cultura.
Dentre seus projetos vale ser destacado o MAIOR PROJETO DE PESQUISA em Minas Gerais, o 'ENCICLOPÉDIA MINEIRA', já registrado; vários outros projetos foram desenvolvidos pelo professor, que hoje é conceituado como uma AUTORIDADE INTELECTUAL do NORTE DE MINAS.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

NOVO LIVRO


A VERDADEIRA FACE DOS LIDERES RELIGIOSOS: Bispo Edir Macedo, Profeta William Marrion Branham e Pastor Altemar Freitas Cardoso

Nessa série de livros você encontrará uma versão crítica da história, baseado em fontes documentais primárias dos líderes religiosos, nesse volume em especial você encontrará a história do Bispo Edir Macedo, do Profeta William Marrion Branham e do Pastor Altemar Freitas Cardoso. Líderes que influenciaram e que continuam a influenciar a vida de milhares de pessoas. Este volume possibilita aos leitores de maneira geral conhecer a história, o contexto social, econômico e religioso, que moldaram o perfil desses homens, através de um ponto de vista crítico e historiográfico.
Nesse trabalho foi constante a busca por relatar elementos comuns e pessoais da vida de cada um deles, sem deixar de revelar os sentimentos e as experiências íntimas, elementos que nortearam um dos objetivos iniciais desse trabalho. Com isso a obra possibilita ao leitor elementos cada vez mais inovadores, sejam eles no âmbito historiográfico, religioso e social. Para possibilitar um trabalho que não figurasse apenas em um contexto biográfico foram realizadas pesquisas, tanto quantitativas quanto qualitativas, com a pretensão de possibilitar aos leitores novos elementos na análise historiográfica e da ciência da religião.
Os resultados obtidos nessas pesquisas tiveram como objetivo identificar a influência desses líderes religiosos na vida dos fiéis. Dentre os resultados, constatou-se que para alguns fiéis o seu líder é comparado a um “deus”. Uma porcentagem considerada das pessoas pesquisadas compreende que os escândalos e erros de seus líderes religiosos não comprometem a sua fé. O que torna a leitura desse material tanto interessante quanto importante.

Você pode comprar o livro em Moc , na:
DISTRIBUIDORA THAIS,
Rua: Lafetá; 106, Centro; Montes Claros- MG. Tel: 038 3221-3909;

LIVRARIA E PAPELARIA VIDA
Rua: Pe Augusto, 106 , Bairro Centro, Montes Claros, MG.

OU PELO TEL: 038 3223-5534 / 9804-6580
marcostcj@yahoo.com.br

Simbolo da pluralidade religiosa.

Simbolo da pluralidade religiosa.
Diversidade das manifestações religiosas.